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    <title>Publicações</title>
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    <description>Alguns elementos do GES têm contribuído regularmente para a divulgação e para o enriquecimento dos conhecimentos e das técnicas de mergulho, em particular através da publicação de artigos em revistas da especialidade.</description>
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      <title>Jolanda 160 Project</title>
      <link>http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Entries/2007/9/4_Jolanda_160_Project.html</link>
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      <pubDate>Tue, 4 Sep 2007 23:49:01 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Entries/2007/9/4_Jolanda_160_Project_files/DSC_6219_crop-filtered.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Media/DSC_6219_crop-filtered_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:176px; height:265px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Texto/ Fotos: Manuel Leotte&lt;br/&gt;Publicado em: Planeta d’Água Nº5 (Setembro – Outubro de 2007)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Durante os vários anos em que estive fora de Portugal, nomeadamente naquela que é considerada uma das Mecas dos mergulhadores, Sharm El Sheikh - Mar Vermelho, fui gradualmente tendo mais contacto, “ao vivo e a cores”, com aqueles nomes de que geralmente só ouvimos falar ou conhecemos através de revistas ou de reportagens da especialidade.&lt;br/&gt;Esta experiência, que me permitiu evoluir, foi-me também aproximando cada vez mais deste meio e das personagens que dele fazem parte.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O projecto em causa começou com um telefonema de um amigo, a dizer-me que eu iria ser contactado para fazer o apoio a meia água de uma tal tentativa de recorde feminino em naufrágio, ao qual logo perguntei se seria o que estava a pensar - o Jolanda – no extremo sul do Parque Nacional de Ras Mohammed, mais propriamente, a uns 200 metros a sul do recife Jolanda, em plena zona de correntes e água azul.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;E assim foi, passado pouco tempo estava a ser contactado pela própria mergulhadora Janina Preisner (Nina) que iria fazer essa tal “tentativa” e perguntar-me-ão com certeza: mas tentativa porquê? Porque esta é uma zona que encerra em si inúmeros factores que podem tornar muito difícil uma imersão como esta.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O ponto geográfico mais importante é na realidade, um recife muito conhecido, chamado Shark Reef, com cerca de 45 metros de diâmetro, onde a parede vertical atinge (em carta náutica) cerca de 796 metros de profundidade. As correntes podem atingir, em luas muito específicas, cerca de 6 a 7 nós de velocidade. Normalmente fazem sentir-se correntes entre 1 a 3 nós... o que já é imenso.&lt;br/&gt;Mesmo ao lado deste recife desenvolve-se um plateau com cerca de 27 metros de profundidade máxima, que vem do recife do lado, um pouco mais comprido, chamado Jolanda Reef, que se perde numa vertiginosa parede quase vertical que culmina em profundidades de cerca de 400 a 600 metros.&lt;br/&gt;Entre um recife e outro, desenha-se uma sela onde a aceleração da água é mais uma vez, de loucos. Imaginemos agora, a confluência de todas essas massas de água, da superfície até aos 200 metros... Não dá para imaginar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A razão do telefonema era completar a equipa de apoio e garantir a cobertura fotográfica da descida e da subida da Nina e do mergulhador de apoio de profundidade, Neil Black. Briefings e mais briefings foram feitos nos dias que antecederam a data da primeira tentativa, para uma coordenação perfeita de toda a equipa.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os objectivos do Jolanda 160 Project seriam executar com sucesso e de um modo seguro um mergulho a 160 metros no naufrágio do Jolanda e além disso, conseguir o primeiro vídeo deste mesmo naufrágio, desde que ele “escorregou” do seu primeiro local de repouso perto do recife, para uma profundidade de cerca de 150 metros. Como bónus, descobriu-se que se a Nina completasse o mergulho iria obter o Recorde do Mundo Feminino em Naufrágio, batendo assim o anterior recorde de Adina Ochert, de 144 metros.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Dia 28 de Abril:&lt;br/&gt;Realmente impressionante todo o aparato de garrafas e equipamento, com que cada mergulhador configura o seu rig*, de alguma maneira diferente entre cada um, procurando sempre estar o mais confortável e prático possível. Uma corrente de pessoas, que mais parecia uma linha de montagem, a fazer passar 5 troleys* das ditas garrafas, caixas e sacos de material desta equipa composta por 11 mergulhadores de apoio e de 6 membros de apoio nas embarcações.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nestes primeiros momentos, ainda o barco estava com os cabos amarrados ao pontão, já um autêntico formigueiro de pessoas cirandava de um lado para o outro com os imensos equipamentos e onde a organização a bordo começava a fazer-se sentir. Cada um identificava as garrafas que tinha de levar para, em caso de emergência, fornecer aos dois mergulhadores de fundo.&lt;br/&gt;No meio desta aparente confusão, com tudo já identificado, os gases analisados e as garrafas posicionadas no barco, estavam Nina e Neil com os seus rigs, num local designado só para os dois, onde a profusão de reguladores Apeks XTX 200 em todas as garrafas por ela usadas, o fantástico sistema de asa TCW da Custom Divers e o fato seco da O’Three feito exclusivamente para ela, mais os computadores VR3 a cores, faziam deste espaço, um autêntico expositor de material de vanguarda.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Enquanto esperávamos pelo Search and Rescue de Sharm El Sheikh, que vinha dar apoio ao mergulho, alguns membros da equipa de superfície, tentavam localizar os cabos de descida e subida que tinham sido postos antecipadamente no local predefinido, revendo as coordenadas dadas pelo GPS. Soubemos mais tarde que todo o esquema de cabos e bóias tinha sido “arrancado“ por um dos inúmeros barcos de mergulho que se encontrava a navegar do Estreito de Gubal para Sharm.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os detalhes do planeamento foram revistos e o briefing começou. Toda a equipa reunida, para John Kean (famoso pelo seu livro SS Thistlegorm) e Chad Clark (Director do OceanTec, que forneceu todas as misturas e garrafas) começarem a relembrar todos os procedimentos do mergulho, a cujo planeamento deram uma grande ajuda Leigh Cunningham e Mark Andrews, recordistas de profundidade de mergulho em naufrágio efectuado em circuito aberto, realizado no final de 2005, na popa do Jolanda, entre os 205 e os 220 metros.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O nervoso da Nina era visível, a quem a equipa estava a prestar todo o apoio possível. Começaram por pôr o equipamento primeiro a Nina e o Neil, ajudados pelos restantes membros. Já dentro de água e agarrados às escadas do barco principal, os dois foram “carregados” com as garrafas laterais (slings), certificando-se que eram as correctas e que estavam colocadas da maneira ideal para poderem ser tiradas na eventualidade de alguma emergência ou só exclusivamente para aliviar o peso na fase final do mergulho, até que uma garrafa de Trimix deco se perde para uns 200 metros, devido a um mau manuseamento e ao swell sentido à superfície. Uma vez rebocados para a bóia do cabo principal de descida, relaxaram durante uns minutos, fizeram o sinal de OK, seguido do de descida. Lá foram eles a uma velocidade de cerca de 40 metros por minuto, levando assim 4 minutos até à profundidade máxima segundo o plano.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Após 22 minutos, a equipa de apoio dos 40/50 metros, onde eu estava incluído, começou a descer no cabo principal, para ir ao encontro dos dois mergulhadores, que estariam lá ao minuto 25. Seguiu-se uma espera algo nervosa por parte da equipa. Não havia sinal de Nina, nem de Neil, nem de bolhas...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mesmo com a visibilidade de cerca de 50 metros, não conseguíamos vê-los. Largámos o cabo principal e deixámo-nos ir com a corrente para os encontrarmos mais longe no antigo cabo que tinha sido arrancado e cortado. Aproximarmo-nos deles, ver os sinais de OK e um sorriso nos olhos de ambos, foi fantástico. Estavam os dois a sentir-se muito bem e a cumprir o plano à risca...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Foi neste momento que o meu trabalho como fotógrafo começou a ser mais requisitado. Tendo em conta a profundidade a que tudo isto se passava (cerca dos 50 metros), havendo correntes moderadas, ter que estar em controlo de flutuabilidade permanente sem referências visuais, usando um circuito fechado (CCRebreather) e ainda tendo que usar os controlos da máquina olhando pelo minúsculo visor da caixa estanque, é fácil perceber que esta cobertura fotográfica teve dificuldades bastante particulares.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A partir de agora começavam a acabar os curtos patamares profundos (deep stops) e iniciavam-se os patamares de descompressão mais longos (deco stops) e a demorada subida de 220 minutos, com uma atenção redobrada relativamente aos sintomas de doença de descompressão (DDD). Com a corrente a fazer sentir-se, o equilíbrio com os quatro slings tornava-se mais difícil, mas mesmo assim tudo correu bem. No patamar dos 12 metros, substituía-se uma das garrafas de deco, por oxigénio puro, para ser respirado a partir dos 6 metros, recorrendo a alguns air breaks*.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Uma vez no barco, ficámos a saber que o objectivo não tinha sido atingido. As filmagens tinham ficado muito escuras e pouco nítidas e a zona do naufrágio não era a correcta. Foi atingida a profundidade de 155 metros, não sendo cumprido o plano inicial de 160 metros. Dado adquirido, ter-se-ia que repetir o mergulho. Um misto de desilusão, contentamento e alívio pairam no ar. Para três dias depois fica agendado o mergulho seguinte, desta vez com uma esperança diferente de alcançar o objectivo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Chegado o dia 1 de Maio, tudo corre como planeado, descida rápida sem contratempos, onde é encontrada uma secção da proa do navio aos 159,8 metros, e realizadas filmagens com muito melhor qualidade, filmando até o que o computador estava a mostrar. A área da proa era de um tamanho menor do que se pensava, mostrando muitos estragos. O que não é de surpreender, devido à sua descida dos 20 até aos 160 metros&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A subida foi feita seguindo os pedaços de metal espalhados pela parede do recife, terminando na zona mais conhecida dos mergulhadores recreativos, entre o Jolanda Reef e um outro recife satélite chamado Turtle Rock. Aí, todos os mergulhadores são familiares, a equipa estava onde tinha sido planeado, aguardando-os nervosamente para saber as novidades. O local repleto de retretes, lavatórios, banheiras e rolos de linóleo da década de 70, é palco de uma exuberante explosão de vida, completamente diferente das profundidades onde tinham estado anteriormente.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nina Preisner, é uma Instrutora de Mergulho Técnico da TDI em Sharm El Sheikh. Há três anos atrás, Nina fez uma pausa na sua carreira de advocacia, perseguindo a sua paixão pelo mergulho, mas diz que um dia, irá voltar à sua carreira original.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Neil Black é um Instrutor Técnico da ANDI, também em Sharm El Sheikh. Neil tem uma experiência enorme em naufrágios e tem como último feito no final do ano de 2006, conjuntamente com a sua equipa habitual, a execução de uma abertura no casco do famoso Zenobia em Larnaca, Chipre, dando assim acesso ao porão onde se encontra o hélice sobresselente e ao último deck. Esteve também envolvido na localização do naufrágio Heron em 2003, ao largo da costa NW de Jersey.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para mim, todos estes contactos que se proporcionaram ao longo destes anos, fizeram com que eu dirigisse mais ainda a minha carreira de mergulhador e de Instrutor para a vertente do mergulho técnico. De destacar, a possibilidade de em profundidade poder obter um registo fotográfico, de locais que dificilmente seriam revelados, devido ao nível técnico das imersões. O equipamento fotográfico usado foi uma Nikon D100 com uma caixa estanque Aquática D100, dois Flashes Nikon SB 105 e braços Ultralight Control Systems.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;*&lt;br/&gt;Rig - expressão usada para especificar o equipamento composto por garrafa, equipamento para controlo de flutuabilidade(asa)e reguladores.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Troleys - carrinhos muito usados em Sharm, para transporte de garrafas e diverso equipamento de mergulho, dos centros até às embarcações.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Air Breaks - momentos em que é interrompida o uso de oxigénio como gás descompressivo, com o objectivo de reduzir a percentagem CNS; nesses momentos respira-se a mistura menos rica em oxigénio a que se tiver acesso, sendo o ar o gás mais indicado.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>150 metros</title>
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      <pubDate>Thu, 5 Jul 2007 23:48:57 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Entries/2007/7/5_150_metros_files/DSC_4246-filtered.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Media/DSC_4246-filtered.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:176px; height:265px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Texto: Manuel Leotte&lt;br/&gt;Fotos: Sarah Kowaleski&lt;br/&gt;Publicado em: Planeta d’Água Nº4 (Julho – Agosto de 2007)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quem se deslocou a Sharm El Sheik, concretamente ao Camel, nos últimos dois anos, terá deparado com um especial elemento do staff do centro: cabelos queimados pelo mar e pelo sol, bem disposto, falador e ... português!&lt;br/&gt;Manuel Leotte aproveitou a sua estadia de trabalho no Mar Vermelho para evoluir na sua carreira de mergulhador técnico. No âmbito da formação e treino continuado que tem vindo a seguir, efectuou há dois meses, um mergulho a 150 metros (151).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;planetad’agua - Como nasceu a ideia de um mergulho a 150 metros?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Manuel Leotte - Este mergulho nasceu de um interesse mútuo em poder ir visitar locais mais fundos, como por exemplo Deep Wrecks...por isso este mergulho é o primeiro de muitos que vão acontecer para treino. Mesmo em treino se batem recordes pessoais de profundidade e neste caso foi o que aconteceu. As minhas intenções não acabam aqui...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;planetad’agua - Em que local foi realizado o mergulho?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;ML - Escolhemos a parede entre o Site Shark Observatory e Anemony City. Uma parede que é vertical até aos 60 metros, inclina um pouco até aos 100 e depois fica vertical até perder de vista. Nas cartas de navegação a profundidade máxima neste local é de aproximadamente 300 metros...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;planetad’agua - Quanto tempo de preparação teve o mergulho?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;ML - Começamos a falar neste mergulho cerca de oito meses antes...nem sempre existia tempo para nos dedicarmos a 100%, mas depois decidimos que se queríamos mesmo executar o mergulho, teríamos que dar perioridade a certas coisas na nossa vida...noites de estudo dos programas, das configurações, mergulhos em piscina e no mar mesmo a baixa profundidade, com algumas simulações de drills de emergência...mergulhos mais fundos com a mesma configuraçao até gostarmos do que estávamos a usar e como estávamos a usar...o ultimo mergulho antes do de 151 metros foi a120 metros...depois era só dar o salto de 30 metros que parecem 100...mas correu tudo bem...e não houve incidentes...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;planetad’agua - Que logística esteve envolvida? (barcos, pessoas, garrafas/reguladores)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;ML - A equipa foi composta por cinco mergulhadores, três pessoas para suporte de superficie e um fotógrafo na embarcação.&lt;br/&gt;Os reguladores usados por mim foram, na mistura de fundo como principal um Apeks XTX 200 e back up um velhinho Scubapro MK20/S600, que provou ser uma máquina de guerra...numa bi de 12 litros com manifold. Na mistura intermédia (numa garrafa de12 litros de alumínio) foi usado outra vez um Apeks XTX 200, na primeira mistura de descompressão (outra garrafa de 12 litros de alumínio) usei um Scubapro Mk2+/R390 e no Nitrox igualmente em garrafa de 12 litros de alumínio também, um Aqualung Calypso O2...aquela máquina que nós todos conhecemos...imbatível...&lt;br/&gt;A equipa teve como suporte de superficie uma embarcaçao de 20 metros, o ADMIRAL, que tem o espaço ideal para este tipo de actividades.&lt;br/&gt;Estavam dois mergulhadores de apoio, um aos 60 metros e outro aos 100 metros, que após os planos serem cruzados, fizeram uma coordenada subida ao mesmo tempo que os três mergulhadores que atingiram os 150 metros.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;planetad’agua – Qual a configuração utilizada com todo esse equipamento&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;ML - Nos reguladores, para além da mistura estavam indicadas as MOD para as mudanças.&lt;br/&gt;A configuração para os reguladores em termos de colocação de 2ºs andares, XTX 200 na post direito com long hose e mangueira do colete, MK 20/S600 back up no pescoço e Manifold aberto ( para evitar o task loading da mudança dos reguladores...)&lt;br/&gt;A estratégia para a colocação das garrafas, nomeadamente quanto à sua sequência de utilização foi a mistura rica na direita, o Tx 32/15 perto de mim à esquerda, e agarrada com dois double clip a garrafa com o gás de travel com Tx 15/45...por ser retirada em primeiro lugar, nos patamares mais à superfície...como tem hélio fica muito instável em termos de flutuabilidade...&lt;br/&gt;Por isso prendi a 5ª garrafa à sling não aos D-rings. Não senti absolutamente nenhum desequilíbrio lateral...devido ao hélio...mergulhei sem qq peso adicional...nem nas garrafas nem à cintura...&lt;br/&gt;Misturas com 27% de Azoto, 40% de Azoto, 53% de Azoto, 28% de Azoto (sem He, para limpar)...e tivemos em consideração a PpN2 e a contra difusão isobárica, que foi não mais do que 0,5 bar...nunca...&lt;br/&gt;As profundidades de mudança têm a haver com as PpO2 das misturas...EANx72 aos 12mt, Tx32/15 aos 36mt, Tx 15/45 aos 78mt no fundo obviamente o Tx8/65...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;planetad’agua - Que misturas foram usadas? (fundo e deco)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;ML - A mistura de fundo foi um Trimix 8/65, na intermédia usamos Tx 15/45.&lt;br/&gt;A descompressão iniciou-se com um Tx 32/15, passando depois para o Ean 72.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;planetad’agua - Qual o software utilizado para planear a descompressão?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;ML - O software escolhido foi o V-Planner na versão VPM-BE que é um pouco mais conservador. 45 metros por minuto de velocidade de descida, mas os cálculos de consumo foram palneados fora do V-Planner. Foram usados VR3 no mergulho, que foram testados antes com o V-Planner.Embora não tenham o mesmo algoritmo, deram planos muito similares aos do V-Planner.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;planetad’agua - Descrição do mergulho&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;ML - Descida de pés, perfeita...acompanhados por quatro Trevallis lindos e enormes, desde os 80 metros até aos 125 metros...a rodopiar no conjunto dos três mergulhadores...de sonho ...fantástico...&lt;br/&gt;A descida demorou 4 minutos e 45 segundos aproximadamente... com um tempo de fundo de cerca de 1 minuto e meio...(Plano no V-Planner de 7 minutos).&lt;br/&gt;A subida dentro da velocidade acordada...correu lindamente e os intermináveis 30 metros de distância...desapareceram sem dar por isso...tendo sempre uma relaxada respiração com os fenomenais XTX 200 da APEXS...(Obrigado João Pedro Freire...)&lt;br/&gt;A partir dos 98 metros, os deep stops...e a cerca dos 80 metros começou a vir uma uma corrente descendente que não ajudou nada...mas mesmo assim...fácil de controlar...chegando aos maiores patamares de descompressão...18, 12 e 6 metros...no qual tive de fazer cerca de 60 minutos de paragem...sempre com o 72% ...&lt;br/&gt;No final tudo correu como o plano...&lt;br/&gt;O nervoso tomou conta de mim no início... mas depois a confiança chega com tudo que se aprendeu com os cursos, os amigos, experiência ganha com inúmeras conversas...e imersões...&lt;br/&gt;Queria agradecer aos dois mais importantes amigos destas andanças...Pedro Ivo Arriegas e João Pedro Freire...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;planetad’agua - Que tipo de pensamentos e sensações ocorrem aos 150 metros de profundidade?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;ML - Os pensamentos oscilam entre a confiança do nosso conhecimento, treino, equipamento, cumprimentos do plano, algum controlo da narcose, por mais subtil que seja, pode afectar em muito o cumprimento do mesmo...no início o respeito pelo meio onde vamos estar durante as três ou quatro horas que se seguem, faz com que tenhamos uma impressão no estômago durante a descida...concentração maxima...e controlo de tudo...comunicação com os outros membros da equipa também é uma coisa de maior importância...cumprir os planos durante a subida e toda a descompressão torna-se prioridade...sentir o equipamento a funcionar...e a não falhar...o equipamento tem de fazer parte do nosso corpo...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;planetad’agua - Quais os planos para futuros mergulhos?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;ML - Existe um aspecto muito importante para se poder fazer mergulhos deste tipo, TREINO. Sem treino não se conhece o equipamento, não nos conhecemos a nós próprios, as nossas reacções, até que ponto o automatismo do nosso funcionamamento está bem desenvolvido...por isso, os planos para futuros mergulhos já estão a decorrer. todas as semanas desde este mergulho faz-se um mergulho profundo (entre os 80 e os 130 metros) para treinar tudo...e aqui no Mar Vermelho, claro que é um lugar ideal para isto...existem certos naufrágios que gostaria de ver...noemadamente o Yolande que está entre os 147 e os 200 metros.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;planetad’agua - Quais as motivações para ir tão fundo?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;ML - As motivações para fazer mergulhos deste tipo, além de poder pôr em prática todo o conhecimentos que se vem acumulando durante anos de mergulho e ver acontecer os planos que elaboramos, mergulhar em náufragios profundos é outra das motivações...e não posso dizer que não existe alguma adrenalina no meio disto tudo... &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Espeleomergulho</title>
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      <pubDate>Sun, 6 May 2007 23:36:55 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Entries/2007/5/6_Espeleomergulho_files/075%20DSC02691-filtered.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Media/075%20DSC02691-filtered_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:176px; height:132px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Texto: Pedro Ivo Arriegas&lt;br/&gt;Publicado em: Trogle Nº5 (Maio de 2007)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No espeleomergulho convergem duas áreas de conhecimento, uma encruzilhada onde alguns espeleólogos e mergulhadores se encontram. É uma actividade de risco onde a margem para erro é curta e que sendo na teoria fascinante para muitos, acaba na prática por ser executada apenas por alguns.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Eu cheguei vindo do lado do mergulho, área onde sou experiente e instrutor. O meu interesse pelo mergulho em gruta nasceu há mais de uma dezena de anos, ao observar as magníficas imagens dos cenotes da Península do Yucatán. Por inerência o chamamento da espeleologia a seco também se foi fazendo ouvir e desde aí tenho continuado a evoluir no espeleomergulho.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em Portugal as cavidades onde se pode realmente mergulhar são escassas, incluindo as já clássicas Almonda, Alviela, Anços e Pena. Na generalidade dos casos, quando nos deparamos com galerias submersas estas resumem-se a pequenos sifões, muitas vezes longínquos, atapetados por argila e preenchidos por água acastanhada e fria, para onde é preciso carregar em peso o material de mergulho! Aos olhos do mergulhador o cenário apresenta-se sombrio e contrasta com os coloridos postais ilustrados mexicanos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Assim o mergulhador candidato a imergir em cavidades deverá estar munido de muita persistência e também de um suplementar interesse em espeleologia, já que para se ser um espeleomergulhador em território nacional se torna essencial a aprendizagem de ambas as “ciências”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Já para o espeleólogo nacional o percurso é o inverso. Bom conhecedor do ambiente de gruta, sabendo interpretar a linguagem da cavidade, habituado à escuridão, ao esforço físico e à lama, o problema é submergir (para além de um significativo investimento financeiro). A sensatez obriga a que se comece da forma mais simples, fácil e barata: como mergulhador recreativo. Depois é importante continuar a mergulhar com regularidade, de modo a adquirir os automatismos e a consolidar a experiência, prosseguindo ainda a formação, adquirindo o equipamento adequado e aumentando a capacidade técnica individual.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O ensino do espeleomergulho em Portugal debate-se também com a escassez das cavidades mergulháveis, mas sobretudo com o tipo de cavidades que impossibilita que a formação prática possa ser ministrada da maneira mais desejável, de uma forma mais gradual. Faltam sobretudo cavidades mais amigáveis, com águas mais transparentes, onde se possa vislumbrar uma réstia de luz solar ou, em caso de necessidade, aceder à superfície da água, livre e respirável.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Assim se explica a opção tomada recentemente dos cursos de espeleomergulho possuírem uma extensão para outras paragens onde essas condições ocorram, para que somente na fase final dos cursos é que haja contacto com as cavidades mais difíceis e os ambientes mais hostis, numa lógica de aprendizagem progressiva.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Também em termos de exploração pura, em Portugal, o que é fácil já está feito. O que está por fazer ou está longe ou então é de elevada exigência técnica. Sendo verdade, não deve ser esta a razão para afastar os potenciais interessados no espeleomergulho (é tempo de, nesta como noutras actividades, deixarmos de nos circunscrever ao pequeno rectângulo nacional e olharmos para lá das fronteiras em busca de áreas onde muito está por fazer). Existem outras razões dissuasoras bastante mais sérias: a evolução no espeleomergulho é lenta e o percurso é longo, sinuoso e armadilhado. É, apesar de todas as precauções, técnicas, equipamento e treino, perigoso e, em potência, mortal, não deixando contudo de ser extremamente aliciante.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Uma nota final: se algo neste texto vos sugeriu um convite, desenganem-se. São apenas constatações.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Dificuldade de equalização do ouvido em mergulho sob tecto real</title>
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      <pubDate>Fri, 4 May 2007 23:36:52 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Entries/2007/5/4_Dificuldade_de_equaliza%C3%A7%C3%A3o_do_ouvido_em_mergulho_sob_tecto_real_files/mbc%20pena%2018_resize.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Media/mbc%20pena%2018_resize_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:204px; height:132px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Texto: Pedro Ivo Arriegas&lt;br/&gt;Publicado em: Planeta d’Água Nº3 (Maio – Junho de 2007)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A não equalização do ouvido sob tecto real é uma questão raramente abordada por quem não executa este tipo de imersão. Na verdade para a generalidade dos mergulhadores a não equalização não traz problemas de maior, para além do incómodo de abortar o mergulho.&lt;br/&gt;Já sob tecto, quando é vital descer para que possa ser alcançada a saída de uma gruta ou de um naufrágio no qual se fez uma penetração, o problema é bastante mais complexo. Já a opção, por dolorosa que seja, essa é simples: perfurar um tímpano e conseguir sair versus esperar que o gás se esgote e morrer afogado.&lt;br/&gt;Acontece é que o incidente não acaba necessariamente aqui, pois uma perfuração do tímpano para além da dor que lhe é inerente, constitui um brutal choque térmico e afecta tremendamente o equilíbrio do mergulhador, o que coloca ainda adicionais questões de segurança ligadas quer ao controle de flutuabilidade, quer quanto à orientação.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em 1999 passei por situação pouco amigável. A imersão, integrada no projecto da topografia do labirinto da entrada do Almonda, já ia longa (cerca de hora e meia) e já se fazia sentir um pouco de frio, embora nada de mais. A ideia de ainda conseguir equipar e topografar uma galeria lateral recentemente detectada parecia atraente.&lt;br/&gt;Após uma primeira amarração perto da linha primária, fui penetrando na pequena galeria, continuando a colocar fio e impondo-lhe fraccionamentos. À minha frente alguns bocados de fio velho, prova de imersões passadas, atravessavam a galeria ou pairavam na água límpida. Se possível recolheria esses bocados de fio no regresso.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por mais cuidado que fosse posto em não perturbar o sedimento, o impacto das bolhas de exaustão fazia precipitar do tecto da galeria restos de argila aí depositada, que iam turvando a água atrás de mim. Apercebi-me rapidamente que teria que executar o percurso de retorno em condições de visibilidade zero, o que aliás não traria problemas de maior, desde que não ocorressem prisões no tal fio velho. Sabia já também que com estas condições a ideia de topografar a galeria no regresso estava definitivamente posta de parte e teria de ficar para outra oportunidade.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Lá acabei por atingir o fim da galeria, dei uma última olhadela aos manómetros e restantes instrumentos e calmamente iniciei o regresso. Independentemente do posicionamento das iluminações, o reflexo destas na matéria em suspensão era de tal forma intenso, que se tornava muito mais confortável fechar os olhos e deixar-me guiar pelo tacto e pelo fio guia.&lt;br/&gt;Em determinada ponto a galeria afundava e era essencial compensar. Tentei e nada. O frio, a princípio imperceptível, tinha levado à produção de mucosidades que me bloqueavam a trompa de Eustáquio do ouvido esquerdo. Tentei outra vez a manobra de Valsalva e ainda outra e nada. Mastiguei, degluti, mexi o mais que pude o maxilar inferior, etc., etc. e nada. Resolvi então inverter a deslocação, dirigindo-me outra vez, de forma tão compassada quanto possível, para o final da galeria, para reduzir de novo a profundidade e assim facilitar a equalização. Nesse momento era também preciso gerir a urgência devida ao consumo da reserva de gás face à necessidade de progredir lentamente por causa da ausência de visibilidade.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Sabendo que, quer conseguisse ou não compensar, teria de descer para conseguir sair do sistema, equacionava já por essa altura quando é que iria mesmo ter de me decidir a nadar para a parte mais funda da galeria em direcção à saída. E no entretanto, nada de compensar e o tempo a correr!&lt;br/&gt;Comecei então a deslocar-me, descendo suavemente, preparando-me mentalmente para as dores que se seguem ao desconforto inicial, quando após uma Valsalva forte, dei pela trompa desbloquear e um forte estrondo no ouvido esquerdo. Seguiu-se uma vertigem, no início forte, depois controlável e alguma dor que me acompanharam durante o lento regresso à superfície. Sorte minha que este não tivesse sido perturbado por algum fio velho ou por qualquer embate contra a parede. Como foi aí tão acolhedora a protecção do capacete!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Saí da água, ainda algo tonto e passei o resto do dia com o ouvido dorido, tapado e com tinnitus (zumbido persistente). Nos dias que se seguiram, e isto após consultas, TAC e audiogramas, acabou por se verificar que tinha ocorrido afectação do ouvido interno esquerdo devido à violência da manobra de Valsalva. Com o correr dos meses os sintomas, nomeadamente o tinnitus e o desconforto perante sons mais fortes, foram-se esbatendo e a sequela limitou-se a uma ténue deficiência na audição das mais altas frequências do espectro audível, agora já praticamente imperceptível.&lt;br/&gt;Presentemente, sem que as consequências tenham sido de maior e já com o distanciamento possível, é fácil reconhecer quanto enriquecedor em termos de auto-conhecimento foi o incidente.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>O meu Mar Vermelho Top 5</title>
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      <pubDate>Thu, 4 May 2006 23:49:02 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Entries/2006/5/4_O_meu_Mar_Vermelho_Top_5_files/mar_vermelho_430-filtered.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Media/mar_vermelho_430-filtered.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:176px; height:132px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Texto/ Fotos: Manuel Leotte&lt;br/&gt;Publicado em: Mundo Submerso (Maio de 2006)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;1) SS Thistlegorm – Sha’ab Ali&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Apesar da grande logística e responsabilidade que é levar em segurança, pessoas a mergulhar e penetrar no “Thistle, um autêntico Museu Subaquático, nunca me canso de “guiar” neste naufrágio. A viagem no tempo, a atmosfera fantástica, o regresso ao cenário da 2ª Guerra Mundial e toda a intensa vida marinha à volta deste recife artificial, deixa-nos poder qualificar este mergulho, como um dos melhores que se pode fazer a Norte do Mar Vermelho.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;2) Shark Reef &amp;amp; Yolanda Reef – Ras Mohammed&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os milhares de “Snappers” virados para a corrente, tiram luz ao recife. No azul, o movimento do cilindro de Barracudas, que escondem por vezes os famosos “Silky Sharks”...Um espectáculo de fazer perder a noção do tempo. Um dos meus mergulhos favoritos. Mais à frente, a corrente leva-nos a um verdadeiro aquário natural, que é o plateau de Yolanda Reef, acabando no insólito cenário das famosas retretes deste “reef”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;3) Back of Jackson Reef – Tiran – Tech Dive/Wreck Dive&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Começamos com todo o planeamento nos dias anteriores, equipamentos, gases(Trimix), tempos de fundo(20 min), descompressão...o nervoso de um mergulho fundo e em naufrágio(LARA 1982)...Saltar do barco com 4 garrafas agarradas a nós...Visibilidade de mais de 50 metros e uma enorme estrutura que escorregou pelo recife e se imobilizou num fundo a 85 metros. A corrente podem ser forte, mas o “drift” pelo enorme hélice e leme, passando pela super estrutura, ainda intacta e completamente coberta de coral, convida a uma visita ao seu interior...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;4) Thomas Reef Canyon – Tiran – Tech Diving&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Saltando numa parede que acaba num “plateau” a 35 metros, e visualizando o inicio de uma falha no fundo, o destino do nosso mergulho já se deixa adivinhar. 3 arcos ligam um lado ao outro do “Canyon”. A luz mais fraca faz querer olhar para cima e ver a superfície a mais de 60 metros de nós...A vida, pouco visitada por mergulhadores...garoupas enormes totalmente estáticas, deixam-nos aproximar. Continuamos a descer, fundo de areia, 95 metros...uma Catedral debaixo de água...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;5) Ras Za’atar – Ras Mohammed&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um maravilhoso “drift” numa parede coberta de coral mole. De repente um pináculo enorme com um coral mesa de 3 metros de diâmetro e uma gorgónia de igual tamanho, a vida acontece, nuvens de peixes vidro, “Siver backs”, nas suas habituais danças sincronizadas. Uma explosão de Anthias e de todos os pequenos habitantes dos recifes, nas paredes e nos “over-hangs” que se seguem onde se pode quase sempre, observar tartarugas, e até por vezes mantas e também no azul os tubarões martelo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Mergulho sob o Gelo</title>
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      <pubDate>Wed, 8 Mar 2006 23:13:52 +0000</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Entries/2006/3/8_Mergulho_sob_o_Gelo_files/artigo4_image1.gif&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Media/artigo4_image1.png&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:186px; height:132px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Texto: Pedro Ivo Arriegas&lt;br/&gt;Publicado em: Planeta d’Água Nº10 (Março de 2006)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para além dos habituais riscos que o mergulho comporta, fazê-lo sob o gelo acarreta riscos adicionais, a maioria associada às baixas temperaturas inerentes e à existência de um tecto real.&lt;br/&gt;Torna-se por isso necessário tomar cautelas adicionais, adoptando técnicas e procedimentos específicos de modo a evitar, entre outros, a hipotermia do mergulhador, o mau funcionamento do equipamento e a perda do ponto de entrada/saída pelo mergulhador.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para além das condicionantes apontadas, podem ainda existir outras, tais como as relacionadas com o mergulho em altitude e a imprevisibilidade meteorológica.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Frio&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Num ambiente de frio extremo, como aquele onde uma operação de mergulho sob o gelo se desenrola, a hipotermia é um perigo sempre presente e que não deve sob nenhuma circunstância ser menosprezado. É por isso necessário estar bem alerta aos sinais de aviso (frio, tremores, descoordenação motora e mental, dores, torpor), para despistar males maiores e evitar um complicado processo de recuperação onde é vital um reaquecimento gradual.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Numa operação deste tipo, encontra-se exposto ao frio não apenas o mergulhador, mas igualmente o seu tender (suporte de superfície) e, com frequência, também o seu safety diver (mergulhador de segurança) e o respectivo tender.&lt;br/&gt;É assim crucial que todos estes elementos disponham de protecção térmica apropriada às suas diferentes funções.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Com a ajuda do seu tender, o mergulhador deve ser equipado em local abrigado e aí se manter até iniciar o mergulho, de forma a evitar arrefecer antes da imersão. O fato seco e interiores adequados são uma obrigatoriedade e luvas com bom isolamento térmico (secas de preferência) e protectores labiais também são uma boa ajuda. Para casos difíceis podem ainda ser usados árgon para enchimento do fato seco e uma máscara facial.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O mergulhador deve vigiar a operacionalidade dos lábios e das mãos. Se esta se perder, está na altura de rapidamente abortar o mergulho. Por razões de segurança, as imersões em geral não excedem os 90 minutos.&lt;br/&gt;Após o mergulho é importante evitar o frio e o vento, e vestir roupas secas e quentes.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Sendo no exterior onde em geral o frio é maior e o wind chill factor se faz sentir, o tender deve estar termicamente bem protegido, sem contudo perder flexibilidade. É essencial proteger a cabeça e dispor de luvas (tem de lidar com cabos molhados) e botas (tem de estar sobre o gelo) quentes e impermeáveis.&lt;br/&gt;Pode ser útil uma placa de qualquer material minimamente isolante, de forma a contrariar a passagem do frio do gelo para os pés do tender.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;As baixas temperaturas afectam não apenas os elementos participantes na operação, mas também os equipamentos usados.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A possibilidade da entrada em débito contínuo de um regulador devido a congelação, tanto dentro como fora de água, é extremamente alta. O mergulho deve ser iniciado com o equipamento o mais seco possível: as torneiras devem ser purgadas antes de serem colocados os reguladores e estes só devem ser testados já debaixo de água.&lt;br/&gt;Aconselham-se o uso de ar com baixo teor de humidade, de bi-garrafa ou garrafa principal com bail-out adequado, e de reguladores com o 1º andar isolado, possuindo o 2º andar condutores de calor.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A respiração deve ser pausada e os reguladores nunca devem ser utilizados para o enchimento de balões de levantamento.&lt;br/&gt;Se em imersão um regulador entrar em débito contínuo é provável que só fechando a respectiva torneira seja possível parar esse débito. Será então preciso mudar para o outro regulador e fechar a torneira do regulador afectado. Passados um ou dois minutos reabrir a torneira, esperando que o débito já esteja normalizado.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na condução do mergulho deve ser seguida a regra dos terços ou outra mais conservadora, especialmente se houver patamares de descompressão a cumprir.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;De igual modo os injectores do fato e do colete também são susceptíveis do congelamento. Devem por isso estar sempre bem secos antes de serem colocados. As insuflações devem ser curtas e espaçadas. Se em débito, tentar retirar a mangueira, expirar continuamente, vazar ar tanto quanto possível, assumir uma posição horizontal, em bandeira, de forma a retardar a ascensão. Se a situação não se resolver, solicitar ao tender a recolha do mergulhador ou a entrada do safety diver.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Com o frio também os materiais de borracha e silicone se tornam mais rígidos, elevando a probabilidade da sua quebra. É por isso aconselhável o transporte de uma máscara redundante.&lt;br/&gt;A troca de uma máscara em imersão pode revelar-se problemática devido à intensidade do choque térmico sobre a face, pelo que é conveniente proceder de forma tão lenta quanto possível.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Perda do Ponto de Entrada/Saída&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A existência de um tecto real (é impossível ao mergulhador quebrar gelo que tenha mais do que uns centímetros de espessura) e de ser aberto neste tecto um orifício (geralmente de forma triangular), obriga ao retorno do mergulhador ao ponto de entrada. Para não haver perda deste ponto, o mergulhador encontra-se ligado por um cabo ao seu tender.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Se o mergulhador perder o cabo, a primeira coisa a fazer é tentar relocalizá-lo. Se esta acção não for bem sucedida, o tender, ao detectar que o mergulhador já não responde aos seus sinais, ordenará então a entrada do safety diver. Nesta situação o mergulhador perdido deve ascender para junto de gelo, manter uma posição vertical (mais facilmente detectável pelo safety diver) e estar atento à passagem do cabo do safety diver. Outra vantagem é a substancial redução do consumo de gás.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tender&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O tender constitui uma peça da maior importância neste tipo de operação. Para além de auxiliar o mergulhador a equipar e a desequipar, o tender tem como principal função monitorizar o mergulhador, mantendo a comunicação através do cabo e controlando o tempo do mergulho e a distância até onde este é efectuado.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O tender está em contacto atento e permanente com o cabo do mergulhador. Se o mergulhador não responde ao seu sinal periódico ou se o tender sente que o cabo se embaraçou, deve enviar o safety diver a investigar e a solucionar a situação.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Comunicação&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A comunicação com o mergulhador é efectuada por intermédio de um código de esticões no cabo, permitindo, entre outros, inquirir ao mergulhador se está bem e obter a sua resposta, receber diversas solicitações do mergulhador (como a recolha de cabo, ser puxado ou ordenar a entrada do safety diver), ou indicar-lhe que não é dado mais cabo ou que deve terminar o mergulho.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Existem diversos códigos, que seguem princípios semelhantes, sendo importante que antes de uma operação deste tipo o código adoptado seja do conhecimento de todos os envolvidos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Safety Diver&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O safety diver deve permanecer de prevenção, abrigado e praticamente todo equipado. O seu equipamento é similar ao do mergulhador, possuindo também o seu próprio tender. A diferença mais assinalável consiste no cabo, que terá aproximadamente o dobro do comprimento do do mergulhador, devendo ser flutuante e possuir uma côr diferente.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No caso do mergulhador se perder, é dada pelo tender ordem de entrada ao safety diver, o qual iniciará então um busca circular, junto ao gelo, com origem no ponto de saída e com um alcance superior à distância máxima prevista para o mergulhador, devendo o seu cabo capturar o mergulhador perdido.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nota: não se pretende com este artigo esgotar o que há para dizer sobre o tema em causa. São somente algumas chamadas de atenção e precauções a tomar, uma resenha de procedimentos e técnicas, e a divulgação de um tipo específico de mergulho, com o seu fascínio próprio. Nada do aqui está escrito substitui a necessidade de obter formação qualificada em mergulho sob o gelo e a consulta de informação mais pormenorizada. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Quer afinar o seu peso? Pergunte-me como.</title>
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      <pubDate>Wed, 6 Oct 2004 23:13:46 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Entries/2004/10/6_Quer_afinar_o_seu_peso_Pergunte-me_como._files/artigo3_image1.gif&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Media/artigo3_image1.png&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:187px; height:132px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Texto: Pedro Ivo Arriegas&lt;br/&gt;Publicado em: DecoStop Nº2 (Outubro de 2004)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como afinar a lastragem, contribuindo para um bom controle de flutuabilidade e um incremento da segurança e do conforto.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Já todos vimos mergulhadores ajoelhados, lavrando o fundo, tentando esforçadamente erguer-se nas águas. Também já observámos mergulhadores escalando com afinco um cabo de subida. Ou outros esperançados na possibilidade da descida, ainda que vazassem o colete e expirassem em fúria. Ou mesmo alguns trespassando a superfície das águas, quais mísseis estratégicos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Já vimos tudo isto apenas devido a um deficiente controle de flutuabilidade, mas a verdade é que desde o curso básico de mergulho que treinamos as técnicas para esse controle e que nos é transmitida a noção da flutuabilidade neutra e da sua importância no prazer que se retira da imponderabilidade, no domínio da deslocação e na redução da energia dispendida (e por consequência, do gás consumido).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A flutuabilidade do mergulhador consiste na relação entre o peso do mergulhador e do seu equipamento – força no sentido descendente, e a impulsão devida ao volume de água deslocado pelos corpos em imersão – força no sentido ascendente. Por facilidade, geralmente entende-se como possuindo flutuabilidade positiva um corpo que sofre uma impulsão superior ao seu peso (o corpo flutua), ou negativa se o seu peso é maior que a impulsão (o corpo afunda-se). Se essa forças se equivalem temos então flutuabilidade neutra (o corpo nem flutua, nem se afunda: paira).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O uso generalizado de lastro deve-se a que a impulsão sofrida por um mergulhador equipado é usualmente superior ao seu peso (sem esse lastro) e assim, para conseguir atingir a almejada flutuabilidade neutra, o mergulhador sujeita-se a transportar durante o mergulho placas, blocos ou grãos de um material de alta densidade (i.e. de peso significativo e baixo volume, logo com impulsão reduzida): o chumbo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Todavia, para complicar, a flutuabilidade tem a prodigiosa capacidade de se modificar ao longo de uma imersão por variação do volume de espaços gasosos não rígidos (designadamente devido ao ciclo respiratório: inspiração/expiração*), por alteração da profundidade (por exemplo através da compressão das bolhas gasosas do neoprene de um fato seco, húmido ou semi-seco**) ou ainda por variação da pressão ambiente e acção do mergulhador (volumes do colete de controle de flutuabilidade e do interior do fato seco).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A flutuabilidade pode ainda alterar-se por adição de peso (imaginem que o mergulhador colocou umas pedras nos bolsos do colete ou tenta ascender com uma âncora) ou pela sua diminuição (perda de lastro ou de equipamento com flutuabilidade negativa).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Contudo mais importante, pela sua inevitabilidade, é a perda do peso do gás entretanto consumido. Não tendo ocorrido outras alterações de peso, a altura em que o mergulhador estará “mais leve” será no final do mergulho. Se duvidam, pesem uma garrafa de 12 litros a 220 bar e depois a 60 bar e confiram a diferença. É esse o peso do gás que foi gasto.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A flutuabilidade das garrafas, devido à variedade de materiais, espessuras e volumes, é de mais difícil avaliação. Experimentem mergulhar com duas garrafas com volume interno de 15 litros, pesando cada uma 22.5 kg ou 16.0 kg e sintam a diferença.&lt;br/&gt;Sabendo a densidade da liga metálica pode ser calculada a flutuabilidade da garrafa, mas é mais simples mergulhar a garrafa na água (com a torneira fechada, por favor!) e com um dinamómetro “pesar” a garrafa. Se a garrafa flutuar, adicionem-se umas malhas de chumbo calibradas e repita-se a pesagem.&lt;br/&gt;Ficar-se-á assim com uma ideia do peso aparente da garrafa em água doce. Lembrem-se que em água salgada a fluabilidade é maior, pois o meio é mais denso. Para garrafas com flutuabilidade positiva, com frequência fabricadas em liga de alumínio, pode ser reduzida a flutuabilidade adicionando lastro moldado especificamente para o efeito.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No entanto para uma aferição da flutuabilidade do mergulhador equipado, nada melhor do que estar a 3 metros com as garrafas de fundo a 30 bar (é no final que se está mais leve e é quando é necessário cumprir patamares…) e ir variando o lastro até que seja possível uma amplitude respiratória confortável, conseguindo sempre regressar aos 3 metros.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Algum equipamento de elevada densidade pode servir como substituto de lastro, mas é vital que este equipamento esteja conectado ao mergulhador de forma permanente, caso dos reguladores, baterias de lanternas ou eventual back-plate (sobretudo se em inox). Contudo, atenção à forma como este equipamento é conjugado com o lastro, nomeadamente em termos de equilíbrio lateral e vertical.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A flutuabilidade do mergulhador é também influenciada por equipamento acessório, caso de garrafas e reguladores de descompressão, carretos ou um capacete com lanternas. Todavia este equipamento, por existir a possibilidade de ter de ser libertado ou por ocorrer uma perda, não deve contribuir para a aferição da flutuabilidade.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como podem agora perceber, um mergulhador técnico precisa – dada a grande quantidade de gás transportado, o peso de equipamento acessório e o lastro necessário para contrariar uma muito inconveniente perda massiva de gás – designadamente no início do mergulho, de um colete com volume suficiente para o sustentar.&lt;br/&gt;Se o problema fôr o oposto, ou seja insuficiência de lastro no final do mergulho, então a solução pode consistir em lastro colocado no cabo de subida ou, melhor ainda, um mergulhador de apoio que nessa eventualidade entregará lastro adicional ao mergulhador de fundo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O lastro, granulado ou em blocos, que o mergulhador transporta pode ser colocado em diversos locais do corpo e do equipamento, mas de uma forma geral é posto ao redor da cintura. Integrado, se em bolsas do colete de controle de flutuabilidade, ou não integrado, isto é colocado no tradicional cinto do genuíno homem-rã.&lt;br/&gt;O lastro integrado, especialmente quando o carrego é grande, tem a vantagem de forçar menos as costas do mergulhador. Uma desvantagem, quando o mergulhador não é dono de uma cintura de apreciável dimensão, é que a precinta ventral do colete pode revelar-se exígua para outras bolsas (máscara secundária, bóia de patamar, etc., etc.). Outra é se é preciso retirar o escafandro, embora isto não se faça todos os dias.&lt;br/&gt;Uma outra solução é usar um arnês. Como o peso se distribui pelos ombros, também se poupa a costeleta. Atente-se, todavia, à compatibilidade com o arnês da asa.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Também podem ser presos ao colete, geralmente entre a asa e o mergulhador, cilindros de chumbo granulado, conhecidos na gíria como trim weights. Colocados mais acima ou abaixo, auxiliam o mergulhador a adoptar a posição desejada durante o mergulho, mais horizontal ou vertical. Podem ainda ser postos somente de um dos lados, por exemplo, contrabalançando uma bateria de lanterna e contribuindo para um equilíbrio lateral.&lt;br/&gt;Também a colocação das garrafas de fundo, mais subidas ou mais descidas, tem significativa influência no equilíbrio vertical do mergulhador.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Alguns mergulhadores de fato seco usam lastro nos tornozelos, para que algum ar que fuja para as pernas ou pés seja de mais fácil controle. Se o fato-seco possuir espaço que baste, então pode ser preferível pôr este lastro por dentro do fato: menos um ponto de prisão, menos possibilidade de perda de lastro.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um atavismo comum nos cursos de mergulho é a extrema importância concedida à rápida libertação do lastro. Agora, na era do colete e de outras fontes redundantes de flutuabilidade, mais importante que a facilidade de libertação é que não ocorra uma perda inadvertida do lastro, sob risco do mergulhador ser empurrado em aceleração no sentido da superfície, com todos os problemas daí decorrentes.&lt;br/&gt;A libertação deve poder ser eficazmente executada quando conveniente (por regra, já à superfície) e de forma controlada, através de um qualquer mecanismo que exija ao mergulhador uma acção deliberada. Note-se que o lastro não descartável (equipamento denso permanente, lastro de tornozelos, trim-weights, lastro de garrafas, etc.), não deve exceder o que pode ser libertado.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Dadas as variáveis que influenciam a flutuabilidade do mergulhador, uma boa estratégia para gerir a lastragem é elaborar uma tabela, onde se pode ir anotando, afinando e corrigindo o lastro necessário para diferentes ambientes e equipamentos. Um exemplo:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Excepto quando mergulhando com circuito fechado ou semi-fechado, em que os volumes pulmonar e do saco expiratório se compensam mutuamente.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;** Diminuir a variação de flutuabilidade é também uma das razões porque há mergulhadores que sacrificam o isolamento junto à superfície e a flexibilidade de um fato seco de neoprene, por um fato seco de neoprene comprimido ou prensado.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Risk Assessment</title>
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      <pubDate>Thu, 6 Mar 2003 23:13:51 +0000</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Entries/2003/3/6_Risk_Assessment_files/artigo2_image1.gif&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Media/artigo2_image1.png&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:187px; height:132px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Texto: Pedro Ivo Arriegas&lt;br/&gt;Publicado em: Newsletter SPEXS (Março de 2003)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ainda que o mergulho recreativo seja difundido ao grande público como uma actividade sem risco, todas as organizações internacionais de formação em mergulho sabem que a consideração do risco inerente é de fundamental importância, influenciando os procedimentos, normas e conteúdo dos cursos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É impossível uma eliminação total dos riscos numa operação de mergulho. O melhor que se pode conseguir é a redução dos riscos a um nível que possa ser considerado como aceitável (algo nem sempre consensual …).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Uma defesa comum dos operadores de mergulho é a sua adesão a normas, programas de ensino e procedimentos de agências reconhecidas, os quais per si incluem já formas genéricas de minimização de risco, como uma aprendizagem progressiva, em pequenos passos, com uma contínua verificação da consolidação de conhecimentos teóricos e práticos.&lt;br/&gt;Outras formas habituais de defesa são os seguros de responsabilidade civil, as renúncias ou assunções escritas de responsabilidade própria, os formulários e atestados médicos, etc.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Atendendo ao modo como cada vez mais a segurança é considerada pelos interessados (participantes, familiares, amigos, patrocinadores, autoridades, patrocinadores, seguradoras), como o público reage a acidentes, como a imprensa explora a matéria, como tendemos para uma sociedade litigante, é importante que os procedimentos de segurança sejam ainda mais apertados.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A Avaliação de Risco é uma ferramenta, simples e directa, para auxiliar o operador a proceder à gestão do risco nas suas actividades de mergulho, registando os perigos significativos, os riscos associados e quais as medidas tomadas para controlar esses perigos, elevando os patamares de segurança para todos os envolvidos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quem a faz?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Todos os operadores devem conduzir uma avaliação sistemática, cuidada e responsável gerindo a segurança da actividade, quer nas suas instalações, quer fora delas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para que esta avaliação seja eficiente é essencial consultar os que estão directamente envolvidos na operação – guias de mergulho, instrutores, tripulação, etc. – os quais, pela percepção que têm das condições em que esta se desenrola, são valiosos na discussão de perigos e riscos e na visualização de formas de os minimizar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Eventualmente os elementos envolvidos na elaboração de uma Avaliação de Risco podem discordar se um risco é aceitável ou se as medidas de controlo são adequadas. Nesta situação caberá ao responsável máximo pela avaliação decidir.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Uma Avaliação de Risco deve ser orientada sobretudo para os alunos ou clientes, mas é importante considerar também os trabalhadores permanentes ou temporários, colaboradores ou eventuais convidados.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O que é?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A Avaliação de Risco denomina um processo destinado a:&lt;br/&gt;• identificar perigos significativos&lt;br/&gt;• identificar quem está exposto a esses perigos&lt;br/&gt;• avaliar riscos associados aos perigos&lt;br/&gt;• prever medidas de controle dos riscos, a serem estabelecidas antes ou durante uma actividade, de forma a prevenir ou minimizar o dano para alguém&lt;br/&gt;• registar as acções e os procedimentos&lt;br/&gt;• rever periodicamente (ou em caso de alteração significativa) a eficácia da Avaliação e das respectivas medidas&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Avaliação de Risco Genérica vs Específica&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um operador de mergulho deve elaborar uma Avaliação de Risco genérica para o tipo de operações que costuma executar, minimizando riscos genéricos de perigos amplamente reconhecidos. Ocorrerá assim o estabelecimento de medidas de controle em antecipação à realização de qualquer actividade.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Esta avaliação de carácter generalista tem de ser complementada por uma Avaliação de Risco específica, a qual pode ser dividida em duas fases.&lt;br/&gt;A primeira ocorre durante o planeamento e preparação da actividade, enquanto a segunda terá lugar ao chegar ao local de execução, onde podem ser detectados perigos (p. ex.: forte ondulação) e riscos associados não previstos (p. ex.: mergulhadores não visíveis pela embarcação de apoio) e para os quais são tomadas precauções especiais ou procedimentos de forma a controlar o risco (p. ex.: uso de meios de sinalização adequados ou não execução do mergulho).&lt;br/&gt;A percepção da frequência desta situação pode conduzir à revisão da avaliação genérica.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como elaborar um documento de Avaliação de Risco?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Antes de mais é bom perceber que nenhuma lista de exemplos (perigos, alvos, riscos, medidas de controle) está completa, cabendo ao operador ir aperfeiçoando o documento. É melhor começar com uma versão mais simples, que será progressivamente melhorada, do que pretender elaborar uma documento incrivelmente completo, que nunca será finalizado e posto em prática. O óptimo é inimigo do bom!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Segundo o Health &amp;amp; Safety Executive britânico os cinco passos da Avaliação de Risco são os seguintes:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;1. Identificar os perigos e riscos associados&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;É desejável um entendimento da significância de um perigo, algo que potencialmente pode causar um dano, sendo o risco associado a probabilidade que algo ou alguém possa sofrer danos causados por esse perigo. Os perigos identificados como não significativos e cujos riscos são negligenciáveis não devem constar do documento de avaliação, sob pena de este se tornar entediante e inútil, ocultando os perigos persistentes e sérios, os quais devem sempre integrar o documento.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;2. Identificar quem está exposto ao risco e como&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A experiência, capacidade e competência técnica dos participantes na actividade devem ser consideradas, pois isso vai afectar o nível de risco considerado aceitável. É igualmente necessário atender às capacidades da equipa de apoio no acompanhamento da actividade e, caso tal se revele conveniente, no início eficiente e em tempo das medidas de controlo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;3. Identificar as precauções ou medidas de controlo para minimizar o risco&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Muitas medidas de controlo (genéricas) podem ser antecipadamente estabelecidas como parte do processo de planeamento. O organizador deve estar preparado para adoptar alternativas ou abandonar uma actividade cuja Avaliação de Risco sugira que as medidas de controlo não são capazes de reduzir o risco a um nível aceitável.&lt;br/&gt;Também ao iniciar-se a actividade podem existir medidas de controlo suplementares (específicas) a considerar. Durante a actividade os perigos e os riscos devem ser continuamente vigiados, devendo os responsáveis estar preparados para, em qualquer altura, pôr em prática planos de contingência.&lt;br/&gt;Em casos extremos, as medidas de controlo são de grande utilidade na gestão de uma crise. Os procedimentos de emergência iniciados face à eventualidade de um acidente de maior gravidade, são uma componente particular das medidas de controlo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;4. Registar as conclusões&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;5. Rever periodicamente a Avaliação de Risco&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O registo das conclusões atingidas e da forma como foram identificados os perigos, avaliados os riscos e estabelecidas as medidas de controlo e revista a sua eficácia, constitui a base da posterior revisão do documento, promovendo a eficiência do processo.&lt;br/&gt;O registo evita que cada vez que a actividade é executada (não ocorrendo alterações de condições) seja necessário repetir o processo e possibilita que um novo elemento do staff possa facilmente informar-se dos aspectos de segurança relacionados com a actividade que vai desenvolver.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O processo é claro e pode ser facilmente organizável através de uma tabela simples com data, local, tipo de actividade, responsável, participantes e várias colunas, destinadas a Perigo, Risco, Medidas de Controle e Nível de Risco.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os factores a considerar podem ser de ordem diversa, tais como Participantes (experiência, formação, equipamento, etc.), Tipo de mergulho (gás, tarefas, azoto residual, subidas múltiplas, profundidade, duração, esforço físico, etc.) ou Condições locais e ambientais (corrente, marés, vento, visibilidade, temperatura, tipo de fundo, ocorrência de redes, tempo até chegada de serviços de emergência, tráfego marítimo, altitude, organismos perigosos, etc.). A análise destes factores permitirá a identificação dos perigos significativos, que preencherão a primeira coluna, daqui derivando o preenchimento das restantes.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Existem processos mais ou menos complexos (FLAME, nomograma de risco, etc.) para avaliar o grau de risco de cada perigo, mas para uma introdução a esta matéria é mais importante um olhar atento e crítico do que um raciocínio matemático do risco potencial, o qual de resto se baseia em pressupostos derivados do senso comum.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Conclusões&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estas recomendações são obviamente uma base para o processo de Avaliação de Risco, não sendo suposto que todas as avaliações de risco sejam similares, as quais se deverão adaptar à diversidade das actividades dos operadores de mergulho.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Esta avaliação não esgota a sua importância na prevenção. Em caso de necessidade, o registo de um cuidado processo de gestão de risco auxiliará o operador a demonstrar a quem de direito que se esforçou activamente na criação de um ambiente de segurança para os intervenientes na actividade que desenvolve.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Referências:&lt;br/&gt;– . 2001. Risk Assessment Guidelines – Fieldwork &amp;amp; Off-Campus Activities. Faculty of Arts, Health and Sciences. Central Queensland University.&lt;br/&gt;– . 2001. Risk Assessment, Hazard Identification and Control Measures. Heron Island Diving and Boating Safety Manual.&lt;br/&gt;– . 2002. Recreational Diving Projects – Risk Assessment Guidance. Scuba Industries Trade Association.&lt;br/&gt;Barrow, C. 2004. Risk Assessment and Crisis Management. Royal Geographical Society Expedition Handbook, 4th Ed.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>As regras básicas não só para os “básicos”!</title>
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      <pubDate>Thu, 6 Mar 2003 08:07:26 +0000</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Entries/2003/3/6_Day_of_longboarding_files/F1000012.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Publica%C3%A7%C3%B5es/Media/F1000012.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:197px; height:132px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Texto: Pedro Ivo Arriegas&lt;br/&gt;Publicado em: Newsletter SPEXS (Março de 2003)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Há uns anitos atrás, no meio do Mediterrâneo, num encontro de mergulho técnico, um dos organizadores, vendo-se envolvido pela habitual miríade de garrafas, fez notar que a etiquetagem destas deixava muito a desejar, o que desencadeou uma justificada e ríspida chamada de atenção aos seus proprietários. Os visados – ou seja a maioria dos presentes – baixaram envergonhados os olhos e lá se apressaram então a cumprir uma das mais básicas regras de segurança, que haviam aprendido no seu longínquo cursito de nitrox básico, mas que entretanto, por desleixo e preguiça, tinham aos poucos ir deixando de cumprir.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Além da correcta etiquetagem das garrafas de mergulho, outras regras há que nos foram transmitidas no nosso primeiro curso de nitrox. Refiro-me à obrigatoriedade da análise da mistura e do preenchimento do livro de registo da estação de enchimento no acto da aquisição de uma qualquer mistura nitrox e aos cuidados que devem ser postos na conservação do equipamento que está em contacto com teores de oxigénio superiores a 21 %.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A desejada vulgarização do uso do nitrox fez também chegar a esta vertente do mergulho o habitual “chico-esperto” desenrascado, tão comum na nossa lusa sociedade. As notícias do incentivo por parte de operadores à compra e utilização de nitrox por clientes não qualificados para o efeito são assustadoras. Estes clientes não sabem dos riscos em que incorrem, nunca ouviram falar da MOD, não efectuam ou solicitam a análise da mistura, não conhecem um livro de registo de enchimentos. Estas situações devem ser denunciadas e a comunidade do mergulho deve autocontrolar-se, opondo-se a estas situações.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na compra de uma mistura de nitrox analisem sempre a mistura ou exijam uma análise presencial e preencham sempre o livro de registo de enchimentos. Incentivem os vossos colegas a proceder de igual forma.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Também em relação à manutenção do equipamento que contacta com concentrações de oxigénio superiores a 21% aprendemos algumas regras. Sabemos que o material em contacto com percentagens de Oxigénio superiores a 40 % deve ser mantido em Serviço O2; e também sabemos que deve ser alvo de uma manutenção anual específica para essa utilização.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mesmo o equipamento (reguladores colete, fato seco) utilizado com nitrox até EAN40 que não esteja compatível com O2, nem limpo para O2, deve ser mantido razoavelmente limpo. Se mergulharem com frequência nestas condições tenham em consideração que os materiais não compatíveis tendem a degradar-se mais rapidamente na presença de teores mais altos de oxigénio.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Uma forma eficiente de controlar a assistência da crescente quantidade do nosso equipamento é ter um caderno onde podemos assinalar as datas em que as revisões devem ter lugar. Assim não há espaço para confusões e esquecimentos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Não nos tornemos negligentes relativamente às mais básicas regras de segurança. Tal como as técnicas mais básicas de mergulho tem de se manter intuitivas para o tekkie, também estas regras têm de continuar a ser cumpridas. Como o próprio termo indica “básico” tem a ver com a base, a fundação onde assenta a nossa segurança enquanto como mergulhadores.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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