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    <title>Projectos</title>
    <link>http://www.exploracao.com/GES/Projectos/Projectos.html</link>
    <description>O GES tem desenvolvido vários projectos direccionados para a exploração ou para a manutenção de um estado de operacionalidade consistente com as exigências dessa exploração. Estes projectos têm decorrido não apenas em território português, mas também noutros países. O GES considera importante o reconhecimento internacional do mergulho nacional e a integração dos mergulhadores portugueses na comunidade global do mergulho técnico.</description>
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      <title>Projectos</title>
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      <title>Exploração das galerias submersas da gruta do Almonda</title>
      <link>http://www.exploracao.com/GES/Projectos/Entries/2007/6/21_Explora%C3%A7%C3%A3o_das_galerias_submersas_da_gruta_do_Almonda.html</link>
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      <pubDate>Thu, 21 Jun 2007 00:47:01 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Projectos/Entries/2007/6/21_Explora%C3%A7%C3%A3o_das_galerias_submersas_da_gruta_do_Almonda_files/DSC_7319.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Projectos/Media/DSC_7319.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:305px; height:203px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;O GES, em parceria com a SAGA (Sociedade dos Amigos das Grutas e Algares) e o NEUA (Núcleo de Espeleologia da Associação Académica da Universidade de Aveiro), prossegue a exploração da gruta do Almonda. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Desde a trabalhosa desobstrução da entrada do sistema, em Maio de 2007, demos início à marcação sistematizada das galerias, primeiro no labirinto da entrada e agora alastrando-a a outras áreas submersas do sistema.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Tem sido feita a aferição de topografia em galerias conhecidas, com limpeza de fio velho e o seu reequipamento. Prossegue também o mapeamento de galerias que não apresentam indícios de terem sido anteriormente topografadas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;link para fotos.&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Cave Diving - Pena</title>
      <link>http://www.exploracao.com/GES/Projectos/Entries/2007/5/5_Cave_Diving_-_Pena.html</link>
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      <pubDate>Sat, 5 May 2007 00:53:43 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Projectos/Entries/2007/5/5_Cave_Diving_-_Pena_files/DSC02881-filtered.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Projectos/Media/DSC02881-filtered_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:271px; height:203px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Atendendo a que alguns dos intervenientes estão em formação como espeleo-mergulhadores (curso iniciado em Março de 2006 no México), esta imersão constituiu um bom treino, servindo de adaptação à realidade das cavidades nacionais.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Esta é uma gruta, na sua maioria, bastante ampla e sem grandes dificuldades de progressão. Inicia-se num poço com cerca de -17m de profundidade, em cujo fundo está localizada lateralmente a entrada para a galeria. Ao longo desta podem-se observar formações muito interessantes (bandeiras, estalactites, estalagmites, e meandros escavados pela erosão), que fazem dela uma gruta de alguma beleza. A galeria vai depois subindo, havendo que ultrapassar uma pequena restrição para chegar ao seu término (a -5.5m). Aí, subindo, acede-se a uma sala bem decorada, onde podemos emergir, embora em meio pressurizado. Se optarmos por descer, espera-nos um poço disposto em espiral, que atinge os -34m e donde se pode partir para outras secções da gruta.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O mergulho propriamente dito decorreu com normalidade, sem corrente e com uma visibilidade razoavelmente boa, tendo sido atingido o fundo do poço referido, após o que retornámos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Até onde penetrámos a gruta já estava equipada, pelo que nos limitámos a seguir o fio guia. Este estava contudo algo danificado, nomeadamente na parte final, pela forte corrente devida à elevada precipitação que se tem verificado ultimamente. No Verão as galerias encontram-se a seco, enchendo-se no Inverno. Após as primeiras chuvas, a lavagem de algum sedimento e o abrandamento da corrente ficam óptimas para mergulhar, o que contudo só deve ser feito por mergulhadores qualificados para tal.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Texto: Nuno Sousa&lt;br/&gt;Intervenientes: Nuno Sousa, João Pedro Freire, Pedro Ivo Arriegas&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Fotos:&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;../Galeria/Pages/Cave_diving_na_Pena.html&quot;&gt;link para fotos&lt;/a&gt; &lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;../Galeria/Pages/Movie%253A_Cave_Diving_na_Pena.html&quot;&gt;link para o video&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Fotos e video de: J.P.Freire</description>
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      <title>Mar Vermelho 2007</title>
      <link>http://www.exploracao.com/GES/Projectos/Entries/2007/3/26_Mar_vermelho_2007.html</link>
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      <pubDate>Mon, 26 Mar 2007 02:12:04 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Projectos/Entries/2007/3/26_Mar_vermelho_2007_files/projecto_mv2007.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Projectos/Media/projecto_mv2007_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:359px; height:203px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Data:&lt;br/&gt;26.03.2007 a 01.04.2007&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Local:&lt;br/&gt;Egipto - Sharm El Sheik&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Participantes:&lt;br/&gt;GES&lt;br/&gt;Laura Neves&lt;br/&gt;João Neves&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Com o incentivo do treino de mergulho profundo decidimos voar de novo até ao Mar Vermelho. Nesta expedição participaram a quase a totalidade dos membros do GES e ainda a Laura e o João Neves.&lt;br/&gt;Apesar da programação antecipada, não conseguimos evitar uma sucessão de percalços desastrosos perpetrados pela Alitalia e seus funcionários. Entre conselhos contraditórios no check-in, atrasos na saída de Lisboa e mentirolas do comandante do avião, perda da ligação para o Cairo, inesperada pernoita em Malpensa, e um tratamento miserável pelas autoridades aeroportuárias italianas, lá conseguimos ainda assim aterrar inteiros, física e psicologicamente, em Sharm El Sheik.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;À nossa espera, sorridente, o Manuel Leotte, com duas carrinhas para nos levar e ao nosso equipamento até ao Camel Dive Club, que constituiu durante mais de uma semana a nossa base. Aí foi providenciada a logística necessária, incluindo as misturas respiratórias utilizadas e a embarcação (Chic II, um velho conhecido) e respectiva tripulação.&lt;br/&gt;Diferentes qualificações (2 Advanced Nitrox/Decompression Procedures, 2 Extended Range, 5 Trimix OC/CC) obrigaram a alguma ginástica logística, mas tudo correu conforme o planeamento.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;1º dia (26.03.2007), Naama Bay – Tower&lt;br/&gt;Com a perda de um dia em solo italiano, decidimos esquecer o dia previsto para descanso e configuração de material e mal poisámos a bagagem, começámos a preparar o primeiro mergulho. Este serviu não apenas para relaxar, mas também para nos adaptarmos e aferirmos a lastragem (equipamento e salinidade diferentes).&lt;br/&gt;A parede terminava num plateau a cerca de 100m, tendo o mergulho não ultrapassado os -62 m. Foi usado ar como mistura de fundo e nitrox ricos para a fase descompressiva. O mergulho durou cerca de uma hora.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No 2º dia (27.03.2007), já afinados, vogámos ao estreito de Tiran, mais precisamente ao Thomas Reef, para mergulhar o famoso canyon. Qualificações diferentes ditaram configurações diversas, pares específicos e planos diferentes. Foi (por alguns) atingido o fundo do canyon que está a cerca de -90 m, tendo sido usado ar ou trimix como mistura de fundo e nitrox para a viagem e descompressão. No regresso compareceu um quinteto de curiosos bonito-dente-de-cão (Gymnosarda unicolor). Após uma hora e cinco minutos estávamos de regresso à superfície.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ao 3º dia (28.03.2007) navegámos para Sul, para Ras Mohammed (Shark Observatory). Os grupos e os procedimentos foram similares. O mergulho foi conduzido ao longo da parede, tendo sido feita uma descida lenta (cerca de 7’ até ao fundo). Pudemos observar bastante vida marinha. Foi atingida uma profundidade de cerca de -130 m. Emergimos após 100’.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;4º dia (29.03.2007). Regresso a Tiran e ao Thomas Reef e ao seu afamado canyon. Mergulho tecnicamente semelhante ao do 2º dia, se bem que com uma maior permanência. Andámos a vascular umas cavidades acerca de -80 m. O mergulho de 90’ foi abrilhantado, entre outros, por um bom cardume de xaréus-gigantes (Caranx ignobilis).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No 5º dia (30.03.2007) de novo em Tiran, mas desta vez para Jackson Reef. O objectivo era visitar os destroços do Lara, navio que galgou o recife e que durante as operações de desmantelamento, perdeu uma grande parte da estrutura (popa), rasgando a parede do recife até cerca dos -80 m e deixando atrás de si um rasto de metal retorcido. Mergulho complicado pela forte corrente (à superfície, a meia-água e no fundo), com alguns a não conseguirem atingir o destroço. Popa destruída, mas com algumas secções penetráveis. Grandes garoupas. Após 70’, com a corrente e a ondulação a dificultarem a manobra do Chick II, a recolha dos mergulhadores foi, digamos, “emocionante”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O 6º dia (31.03.2007) foi dedicado a Jackfish Alley, na península de Ras Mohammed. Magnífico local para mergulho profundo (cerca de -80m), com a descompressão bem acompanhada por vida marinha. Algumas cavidades interessantes. Fizemos a subida pela face Norte da parede e após cerca de 100’ estávamos de volta.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;7º dia (01.04.2007), de novo em Jackfish Alley, desta vez para subir pela face Sul.&lt;br/&gt;Descida lenta (7’ até cerca dos -100 m). Muita vida selvagem a festejar o nosso último mergulho (de 90’) no Mar Vermelho. Isso e um manómetro de pressão que implodiu!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;../Galeria/Pages/Mar_Vermelho_2007.html&quot;&gt;link para fotos&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;../Galeria/Pages/Movie%253A_Mar_Vermelho_2007.html&quot;&gt;link para o video&lt;/a&gt;</description>
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      <title>Mar Vermelho 2006</title>
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      <pubDate>Tue, 5 Sep 2006 02:09:55 +0100</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Projectos/Entries/2006/9/5_Mar_Vermelho_2006_files/545%20DSCF1153%20artigo.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Projectos/Media/545%20DSCF1153%20artigo_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:359px; height:203px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Data:&lt;br/&gt;5 a 9 de Setembro de 2006&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Local:&lt;br/&gt;Egipto - Sharm El Sheik&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Participantes:&lt;br/&gt;Manuel Leotte&lt;br/&gt;João Pedro Freire&lt;br/&gt;Pedro Ivo Arriegas&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para variar das habituais águas escuras e frias, decidimos rumar no início de Setembro de 2006 ao Mar Vermelho para, num ambiente descontraído, olear rotinas inerentes a mergulhos profundos com a utilização de várias misturas gasosas. Em Sharm El Sheik reunimo-nos com o Manuel Leotte, em cuja casa ficámos durante uma semana.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Após uma noite mal dormida, com viagens de automóvel e de avião pelo meio, adaptação ao clima, ao fuso horário e à alimentação, o primeiro mergulho serviu para tomar o pulso ao consumo de gás e à forma física e para pequenas aferições de lastro e configuração. Só assim poderíamos ter a certeza que nos mergulhos seguintes (mais fundos e mais longos) tudo estaria ao nível exigido.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Iniciámos a semana no canyon de Thomas Reef, o mais pequeno recife do Estreito de Tiran. Foi um mergulho calmo, com uma visibilidade horizontal na ordem dos 50 metros, deslumbrante em termos de paisagem, com passagens por baixo dos arcos de pedra que cobrem algumas secções da falha. Aí atingimos os -74 metros, iniciando a subida aos 14 minutos. O mar estava um pouco picado por acção do vento e na parte final do mergulho, nos últimos patamares de descompressão, tivemos também de lidar com a usual corrente local. Passados 80 minutos estávamos a pôr as cabeças fora de água, junto às bóias de patamar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como era expectável, as alterações à rotina quotidiana pesaram no consumo de gás, que foi mais elevado do que o normal, algo que com o correr dos dias se veio a dissipar.&lt;br/&gt;Para uma temperatura a rondar os 24º C, e tendo em consideração as profundidades que prevíamos atingir, pareceu-nos indicado o uso de fatos semi-secos, mas só a continuação da série de mergulhos ao longo da semana viria a confirmar que de facto o isolamento térmico escolhido era o adequado para evitar uma hipotermia acumulada.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No dia seguinte o objectivo era já mais ambicioso. Sempre mimados pela prestável tripulação do Chic II dirigimo-nos para Sul, em direcção à Ponta do Sinai, com a ideia de percorrer a vertente que se afunda sob o sobranceiro Shark Observatory. O local deve o seu nome à presença, outrora frequente, de tubarões junto à superfície das águas, os quais no presente, face à crescente pressão humana, já só ocasionalmente nos brindam com um encontro fortuito. Ainda assim avistámos um pequeno tubarão de recife de pontas brancas (Triaenodon obesus), arisco e inofensivo. Sem corrente e com excelente visibilidade, descemos aos -87 metros, onde nos demorámos até aos 14 minutos, aproveitando depois a lenta subida em descompressão para gozar a bem decorada parede, tendo emergido aos 96 minutos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ao 3º dia regressámos a Ras Mohammed e foi no extremo nordeste da Península, em Ras Za' atar, que mergulhámos. Este ponto, cujo topónimo designa uma pequena erva usada como condimento no Médio Oriente, ostenta uma parede praticamente vertical com um recife bem ornamentado, que se encontra pejada de falhas e de pequenas cavernas. Mais uma vez com uma corrente muito fraca realizámos uma descida suave, tendo demorado menos de 4 minutos a chegar à profundidade de -96 metros, que tínhamos definido como máxima para esta imersão.&lt;br/&gt;A estas profundidades e com visibilidades extraordinárias, afastamo-nos da parede e olhamos para a paisagem magnífica. É esmagador e muito mais do que estar enfiado bem no meio de um aquário.&lt;br/&gt;Aos 10 minutos começámos então a subida, tendo finalizado a ascensão aos 87 minutos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Insistindo na Península de Ras Mohammed, o mergulho do dia seguinte tinha como plano uma descida em Anemone City até aos -113 metros. Iniciaríamos a descompressão aos 8 minutos subindo pela parede, onde depois nos deixaríamos gentilmente transportar pela fraca corrente, cruzando o azul, até Shark Reef. Aí, à hora e meia, daríamos por terminada a imersão.&lt;br/&gt;Tendo demorado 4 minutos na descida ao longo da parede, pudemos ainda assim estar à profundidade máxima o tempo suficiente para com calma (e a necessária boa visibilidade) nadar um pouco e desfrutar amplamente do cenário dramático que se dispunha perante nós.&lt;br/&gt;Já na última metade da subida fomos divagando entre os grandes cardumes de xaréus-de-barbatana-azul (Caranx melapygus), pargos-de-manchas (Lutjanus bohar) e peixes-morcego (Platax teira) habituais na ponta Sul do Sinai enquanto, um pouco mais acima, alguns grupos de mergulhadores recreativos nos olhavam com perplexidade face ao equipamento que transportávamos.&lt;br/&gt;Após um mergulho destes, que mais se poderia desejar do que uma longa descompressão à deriva, executada quase sem se dar por ela?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para o último dia decidimos regressar aos recifes de Tiran, mais precisamente ao canyon de Thomas Reef, mas agora com o objectivo de o explorar até ao fundo, o qual, segundo informação recolhida, estaria a cerca de -100 metros.&lt;br/&gt;Para podermos usufruir de mais tempo de fundo (que não poderia ultrapassar os 6 minutos), efectuámos uma descida bastante rápida tendo chegado à máxima profundidade em pouco mais de 2 minutos. O fundo estava afinal somente a -92.4 metros. Aparentemente a progressiva acumulação de sedimentos tem retirado profundidade ao canyon.&lt;br/&gt;Este apresenta numa das zonas mais fundas uma estreita cavidade, que contudo se revela demasiado perigosa para uma penetração ocasional ou até mesmo planeada. Ficamos assim sem saber se há ou não alguma continuação.&lt;br/&gt;Terminámos o mergulho aos 83 minutos, com um pouco menos de tempo e de profundidade do que os planeados. Durante a subida lenta e relaxante tivemos ainda a companhia de um possante e curioso bonito-dente-de-cão (Gymnosarda unicolor) que nos rondou insistentemente e de ocasionais lírios e xaréus-gigantes (Caranx ignobilis).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nos diversos mergulhos foram utilizadas bi-garrafas independentes de12 litros para as misturas de fundo (Tx 13/39, Tx 12/45, Tx 11/50) e garrafas de 10 litros para misturas de viagem e descompressão (EAN36 e EAN80). As misturas foram preparadas pelo Camel Dive Club e pela Mix Unlimited.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;../Galeria/Pages/Mar_Vermelho_2006.html&quot;&gt;link para fotos&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Fotos de: J.P.Freire, F.Tulli, L.F.Coutinho, L.Fonseca e R.Menezes&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;../Galeria/Pages/Movie%253A_Mar_Vermelho_2006.html&quot;&gt;link para o video&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Video de: Fabio Tulli</description>
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      <title>Curso Cave Diving - México 2006</title>
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      <pubDate>Tue, 7 Mar 2006 02:02:10 +0000</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Projectos/Entries/2006/3/7_Entry_1_files/IMG_0731.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Projectos/Media/IMG_0731_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:359px; height:203px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Data:&lt;br/&gt;7 a 12de Março de 2006&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Local:&lt;br/&gt;México - Península do Yucatan&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Participantes:&lt;br/&gt;Nuno Sousa&lt;br/&gt;Carlos Trindade&lt;br/&gt;Pedro Ivo Arriegas (instrutor).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em Março de 2006, alguns membros do GES iniciaram formação como espeleo-mergulhadores, integrados numa equipa onde estão também mergulhadores e espeleólogos do Centro e do Norte de Portugal.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;De entre as diversas acções que compõem esta formação, merece destaque a iniciação ao mergulho em gruta, nomeadamente porque decorreu no México, na Península do Yucatan (província Quintana Roo), um dos paraísos para a prática desta peculiar disciplina do mergulho.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Durante essa semana, o treino foi intensivo, com dezasseis mergulhos realizados, intercalados com simulações a seco, e aulas teóricas após o jantar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nesta fase da formação houve espaço para aprender e trabalhar, entre outros, os princípios básicos da génese das grutas, a afinação do controle de flutuabilidade e do trim, as técnicas de natação, diversas configurações de equipamento ou as respostas a determinadas contingências essenciais à sobrevivência do mergulhador, passando pela iniciação à topografia subaquática.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os primeiros dias foram de adaptação à nova realidade que é mergulhar sobre um tecto físico, tendo sido executados múltiplos exercícios em meio de “caverna”, após o que se progrediu para o ambiente de gruta, onde se continuou a enfrentar simulações de incidentes (tais como perda de fio, corte do fio, mergulhador preso no fio, etc.), que por vezes se tornavam cumulativas, nomeadamente quando sucediam com visibilidade zero.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para as imersões foram usados preferencialmente os cenotes Aktun koh, Taj Mahal e Xunaan-Ha. Sucintamente, no 1º dia em Aktun koh fez-se a familiarização com a configuração básica para mergulho em gruta e executaram-se vários exercícios. Nos 2º e 3º dias, já no Taj Mahal, prosseguiu-se o treino de técnicas em condições já mais exigentes e realizaram-se várias progressões controladas. Os restantes dias foram passados em Xunaan-Ha, onde mais uma vez foi incrementada a dificuldade das situações e onde executámos progressões mais extensas e se procedeu à equipagem das cavidades e à realização de esboços topográficos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Apesar do stress propositadamente induzido durante as sessões de treino, foi impossível não reparar na beleza extrema das formações cársicas dos sistemas ou nas ilusões ópticas causadas pelas haloclinas. Viciante!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Referência também para o cenário envolvente, a selva mexicana que, embora maltratada pelos ciclones e tempestades tropicais que tinham assolado a região meses antes, nos deu ainda o prazer de “conviver” com uma abundante vida selvagem.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Sublinha-se o ambiente saudável que partilhámos com todos os intervenientes (João Gaspar, Manuel Preto, John Morris Pereira, Mário Lança, Rui Pinheiro, Miguel Lopes, João Neves (instrutor)) e em particular agradece-se ao Marco Rotzinger e à sua família, que nos proporcionaram as condições logísticas necessárias à realização desta acção de formação, e que tão bem nos acolheram fazendo-nos sentir em casa.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Saímos do Yucatan a sentir que há ainda muito que aprender e que as fases da formação que se seguirão em Portugal (a seco ou em imersão) vão permitir o desenvolvimento desta aprendizagem e tornar-nos mais experientes, algo absolutamente crucial para a segurança no mergulho subterrâneo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Fotos&lt;br/&gt;link para fotos.&lt;br/&gt;Fotos de: J.Gaspar, M.Lopes, M.Preto, R.Pinheiro e C.Trindade</description>
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      <title>Mergulho no Gelo - Serra da Estrela</title>
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      <pubDate>Thu, 26 Jan 2006 02:05:53 +0000</pubDate>
      <description>&lt;a href=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Projectos/Entries/2006/1/26_Mergulho_no_Gelo_2006_files/apresentacao1.jpg&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.exploracao.com/GES/Projectos/Media/apresentacao1_1.jpg&quot; style=&quot;float:left; padding-right:10px; padding-bottom:10px; width:359px; height:203px;&quot;/&gt;&lt;/a&gt;Data:&lt;br/&gt;26 e 27 de Janeiro de 2006&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Local:&lt;br/&gt;Portugal - Serra da Estrela - Lagoa Comprida&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Condições meteorológicas:&lt;br/&gt;Céu limpo com vento moderado&lt;br/&gt;Temperatura à chegada: -6ºC&lt;br/&gt;Temperatura à partida: -3ºC&lt;br/&gt;Temperatura mínima registada: -8,5ºC&lt;br/&gt;Temperatura equivalente (Wind Chill Factor): -15ºC&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Participantes:&lt;br/&gt;Carlos Gomes&lt;br/&gt;Carlos Trindade&lt;br/&gt;Pedro Ivo Arriegas&lt;br/&gt;José Gomes (Tender do Mergulhador de Segurança)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Planeamento &amp;amp; misturas:&lt;br/&gt;Os mergulhos foram planeados para serem efectuados junto ao gelo com tempo máximo de 30 minutos, não utilizando mais que 30 metros de linha de vida.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Todos os mergulhadores utilizaram Ar como mistura de fundo e no bailout.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Primeiro dia: O Reconhecimento&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;No primeiro dia foi efectuado um reconhecimento aos vários locais para verificar as condições actuais dos possíveis locais onde o mergulho poderia ter lugar. Foi eleita a Lagoa Comprida, por ser o local com melhor acessibilidade e com maior área e mais espessa cobertura de gelo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Foi estudado o melhor caminho a percorrer para transportar o material das viaturas ao local de entrada.&lt;br/&gt;As viaturas ficaram estacionadas junto à estrada principal e o material foi transportado a pé cerca 350m. No percurso haviam alguns obstáculos difíceis de ultrapassar, como por exemplo um pequeno ribeiro parcialmente congelado.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Segundo dia: O Mergulho&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;À Superfície:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;• O local de mergulho estava totalmente exposto ao vento, sendo este moderado de Este, com a temperatura equivalente na ordem dos -15ºC devido ao Wind Chill Factor.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;• Todo o equipamento que foi molhado congelou numa fracção de minutos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;• Sentiu-se necessidade de um abrigo onde fosse possível equipar protegidos do vento (a chover e com estas temperaturas será muito difícil efectuar este mergulho).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;• A logística do mergulho é pesada para apenas 3 ou 4 elementos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;• As viagens pedestres para transportar o material foram difíceis devido ao peso do material, à altitude, à distância percorrida e aos obstáculos encontrados pelo caminho. Cada elemento teve de realizar 3 viagens de ida e volta para levar o material e mais 3 para o trazer.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;• É necessário utilizar ferramenta adequada para abertura de entrada/saída. Um camaroeiro é útil para retirar fragmentos de gelo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;• No final do mergulho foram úteis as barras de chocolate para reposição de níveis energéticos, gastos no transporte do material!!!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na água:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;• Do fundo coberto por areão granítico, sobressaíam blocos rochosos. A profundidade máxima foi registada pelo Pedro Ivo (3m). Não se verificaram alterações no tipo de fundo ao longo dos mergulhos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;• A água carregada de matéria orgânica, apresentava um tom esverdeado.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;• A visibilidade era cerca de 4,5m.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;• O tempo médio de mergulho foi de 10minutos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;• O gelo na parte inferior era muito liso e composto por duas camadas distintas: uma inferior cristalina (onde se observavam bolhas de ar dispostas sob o comprido na vertical) e outra superior, amorfa, opaca e de cor branca.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;• A espessura do gelo no local de entrada era de 15 a 20cm.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;• Comprimento máximo de cabo utilizado +/- 15m.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Fotos&lt;br/&gt;&lt;a href=&quot;../Galeria/Pages/Mergulho_no_gelo.html&quot;&gt;link para fotos.&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;Fotos de: José Gomes e Carlos Gomes&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ligações a este projecto:&lt;br/&gt;Foi preparada e leccionada pelo Pedro Ivo e pelo João Pedro Freire uma aula sobre mergulho no gelo tendo como principais temas:&lt;br/&gt;• Técnicas de mergulho e resgate sob o gelo&lt;br/&gt;• Segurança e salvamento&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Publicação de um artigo sobre o tema &quot;Mergulho sob o Gelo&quot; na web-magazine Planeta d’ Água (Março de 2006).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Deste projecto ainda foi concebido um caderno de Operações onde foram registados todos os dados referentes à expedição.</description>
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